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Crônica de uma derrota anunciada

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Crônica de uma derrota anunciada Luiz Sérgio Canário No livro Crônica de Uma Morte Anunciada de Gabriel Garcia Marques, Santiago Nasar caminha em direção à morte. Por onde passa todos sabem o que está para acontecer, mas mesmo assim ele segue adiante até ser morto a facadas pelos os gêmeos Pedro e Pablo. Até ele mesmo já sabia que iria morrer. A candidatura de Jilmar Tatto nessa eleição já nasce com o seu final previsto, tal qual a morte de Santiago. Era só estabelecer o roteiro entre o nascimento e a morte. A família Tatto é sempre associada as piores práticas para controlar a máquina e a burocracia do partido. A região em que eles concentram sua maior força política é até chamada de Tattolândia. O fato é que por uma outra razão eles são uma força política grande na cidade de São Paulo. O roteiro dessa derrota tem início quando ele demonstra a intenção de se candidatar. Desde aí já se fala que se o candidato fosse ele “eu não vou fazer campanha”, diziam alguns. Exercendo o seu l...

Sobre o modelo eleitoral brasileiro

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Sobre o modelo eleitoral brasileiro Luiz Sérgio Canário O voto dado em qualquer candidato de um partido ou coligação contribui para a eleição dos mais votados do partido. Isso porque o sistema para a eleição de parlamentares no Brasil é o proporcional . As cadeiras em disputa são divididas proporcionalmente entre os partidos ou coligações concorrentes, segundo a votação em cada partido ou coligação . Quando votamos em um candidato na realidade estamos somando votos para o partido ou coligação do candidato. As cadeiras são distribuídas em função do Quociente Eleitoral (QE), que é a divisão de todos os votos válidos dados a todos os candidatos dividido pela quantidade de cadeiras em disputa. Os votos no candidato estabelecem a ordem com que as cadeiras obtidas são ocupadas pelos candidatos. O mais votado ocupa a primeira cadeira e assim sucessivamente até a quantidade de cadeiras definidas para cada partido ou coligação serem todas ocupadas. Em São Paulo em 2014 fora...

Domingo no DZ Pinheiros

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Por que Elói Pietá? Luiz Sérgio Canário Nesse domingo fizemos o segundo debate-churrasco do nosso DZ Pinheiros. Como no primeiro, havia bastante gente e várias pessoas novas. O tema dessa vez foi o Encontro Estadual do PT, onde serão eleitos os nossos candidatos ao governo do estado e ao Senado. Os debatedores foram Sérgio Ribeiro, o Serjão, ex-prefeito de Carapicuíba, representando o pré-candidato Luiz Marinho, e o próprio pré-candidato Elói Pietá. Poderia ter sido um debate mais vivo e de maior valia se Luiz Marinho tivesse ido ele mesmo e não um representante. Mas essa tem sido a postura de Marinho: não participar de debates. O que se viu então foi Elói colocando ele mesmo seus pontos de vista, explicitando suas posições e Serjão sem enfrentar diretamente nenhuma das questões colocadas. Uma vez que pouco se ouviu Marinho falando, não se sabe exatamente o que ele pensa. Mas o que se ouve de seus representantes, como Serjão, são evasivas e o sentimento de estar em ...

Justiça e luta política

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Justiça e luta política Luiz Sérgio Canário Marx e Engels – A ideologia alemã : Sendo o Estado, portanto, a forma pela qual os indivíduos de uma classe dominante fazem valer seus interesses comuns e na qual se resume toda a sociedade civil de uma época, conclui-se que todas as instituições comuns passam pela mediação do Estado e recebem uma forma política. Daí a ilusão de que a lei repousa na vontade e, mais ainda, em uma vontade livre, destacada da sua base concreta. Da mesma maneira, o direito por sua vez reduz-se à lei. Marx e Engels – Manifesto do Partido Comunista : Quando, no curso do desenvolvimento, as diferenças de classe tiverem desaparecido e toda a produção tiver sido concentrada nas mãos dos indivíduos associados, o poder público perderá o seu caráter político. O poder político, propriamente chamado é, meramente, o poder organizado de uma classe para oprimir outra. Se o proletariado se eleva necessariamente à condição de classe dominante em...
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De D Sebastião a Lula - 500 anos do messias Luiz Sérgio Canário No século XVI o rei de Portugal, D. Sebastião, parte em uma cruzada rumo a Terra Santa para toma-la dos Mouros. Seu exército é dizimado e ele e grande parte da nobreza morrem. Portugal mergulha em uma enorme crise e acaba sendo governado pelo Rei da Espanha. A partir daí cria-se a lenda, mais um mito messiânico, que ele não morreu, o corpo não foi encontrado, e somente estava esperando a hora certa para voltar e libertar o povo português do domínio espanhol. Esse mito perdurou, e em certo sentido ainda perdura, em Portugal por séculos: o povo português seguiu esperando pela volta de D Sebastião para recolocar Portugal nos eixos como um grande reino. Em paralelo de quase 500 anos, o acontecido foi em 1578, a volta de Lula à presidência vem sendo tratada por muita gente boa, inclusive por uma parcela significativa da classe trabalhadora, meio como o retorno de D Sebastião ao trono português. Todas as glorias serã...